Escola Politécnica da USP

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Poli em Santos

 Conselho de Graduação da USP aprova transferência do curso de Engenharia de Petróleo da Poli para Santos, no litoral. Decisão final cabe agora ao Conselho Universitário, que deverá se reunir na próxima terça-feira, dia 28, para discutir o assunto.

 

O Conselho de Graduação da Universidade de São Paulo (USP) aprovou no último dia 21/6 a transferência do curso de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica (Poli), que é ministrado na Cidade Universitária em São Paulo, para Santos, no litoral. Agora a decisão final cabe ao Conselho Universitário, instância máxima da universidade, que deverá se reunir na próxima terça-feira, dia 28, para discutir o assunto. Se ele referendar a decisão do Conselho de Graduação, o próximo vestibular da Fuvest já oferecerá vagas para o curso.
De acordo com o diretor da Poli, José Roberto Cardoso, o curso de Engenharia de Petróleo terá em Santos as mesmas 10 vagas que disponibiliza hoje em São Paulo. A meta, no entanto, é aumentar esse número para 50 em curto prazo. Elas serão disputadas de forma independente no vestibular, diferentemente do que ocorre hoje com o curso na Cidade Universitária, onde o estudante não presta vestibular especificamente para Engenharia de Petróleo. Ele só pode fazer essa opção depois de cursar um ano de matérias básicas de Engenharia, junto com todos os alunos ingressantes da Poli.
Em Santos, o curso de Engenharia do Petróleo funcionará num prédio construído por Ramos de Azevedo, no bairro Vila Matias, na região central da cidade, que já abrigou uma escola no passado. "Agora ele será readequado para o ensino universitário", diz Cardoso. "Além disso, ele tem instalações anexas que serão utilizadas para laboratórios didáticos e de pesquisa e para a área de vivência dos alunos." As aulas em Santos serão dadas pelos mesmos professores que hoje lecionam no curso em São Paulo, mas poderão haver novas contratações.
De acordo com Cardoso, a transferência do curso de Engenharia de Petróleo preenche uma lacuna na cidade de Santos, que hoje não tem nenhuma unidade de uma universidade pública paulista. O objetivo é atender a demanda por profissionais qualificados, que será gerada pelo grande desenvolvimento da área de petróleo e gás que a Baixada Santista vai ter por causa da instalação da Petrobras, para a exploração do petróleo da camada pré-sal da Bacia de Santos. "Serão feitos investimentos de milhões naquela região, que, por conta da Petrobras, vai atrair uma quantidade razoável de empresas ligadas ao setor que se instalarão na cidade", diz Cardoso. "Por isso, a Poli quer estar presente lá."